Escovas elétricas: o que dizem os especialistas?

As escovas elétricas vêm ganhando cada vez mais espaço na rotina de higiene bucal e despertam muitas dúvidas aos pacientes: 

Será que limpam melhor do que a escova convencional?
São indicadas para todo mundo?
Existem diferentes tipos?
Entender como elas funcionam ajuda o paciente a fazer escolhas mais conscientes e seguras para a saúde bucal.

Atualmente, existem diferentes modelos de escovas elétricas no mercado, com tecnologias variadas:

Possuem uma cabeça pequena e arredondada que giram em movimentos circulares. São bastantes comuns e eficazes na remoção da placa bacteriana, especialmente em áreas de difícil acesso.

Além do movimento rotatório, realizam pequenas pulsações que ajudam a soltar a placa bacteriana antes de removê-la. São modelos mais avançados e bastante utilizados em escovas elétricas de marcas consolidadas.

Funcionam por meio de vibrações de alta frequência, produzindo milhares de movimentos por minuto. Esse tipo de escova cria uma ação dinâmica do fluido (água e saliva), auxiliando na limpeza mesmo além do contato direto das cerdas com o dente.

Utilizam vibrações ainda mais rápidas, muitas vezes sem movimento mecânico evidente das cerdas. São menos comuns e, geralmente, indicadas para situações específicas.

Entre os principais benefícios das escovas elétricas, destacam-se:

• Facilitam a escovação, especialmente para pessoas com dificuldade de coordenação motora

• São eficazes na remoção da placa bacteriana quando usadas corretamente

• Mantêm movimentos padronizados, reduzindo erros técnicos

• Muitas possuem temporizador, ajudando a respeitar o tempo ideal de escovação

• Podem reduzir a força excessiva aplicada durante a escovação

Essas características fazem com que as escovas elétricas sejam aliadas importantes na prevenção de cáries e doenças gengivais.

Apesar dos benefícios, elas também apresentam algumas limitações:

• Custo mais elevado em comparação às escovas convencionais

• Necessidade de recarga ou troca de pilhas

• Podem causar desconforto inicial em pessoas sensíveis ao barulho ou à vibração

• Uso inadequado ainda pode causar danos a gengiva do paciente

Por isso, a orientação profissional é essencial para o uso correto.

As escovas elétricas podem ser indicadas em diversas situações, como:

• Pacientes com limitações motoras (idosos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida)

• Crianças, como forma de estímulo e melhoria da técnica de escovação

• Pacientes em tratamento ortodôntico, com aparelhos fixos

• Pessoas com histórico de gengivite ou acúmulo frequente de placa

• Pacientes que aplicam força excessiva ao escovar os dentes

Ainda assim, a indicação deve ser individualizada, de acordo com as necessidades de cada paciente.

Mito: escova elétrica substitui o fio dental. Nenhuma escova, elétrica ou convencional, consegue limpar completamente os espaços entre os dentes. O fio dental continua sendo indispensável.

Verdade: a escova elétrica não exige força. Basta apoiar a escova sobre os dentes e fazer o movimento correto da escovação de acordo com a orientação do dentista.

Mito: escovas elétricas machucam a gengiva. Quando usadas de forma correta e com cerdas adequadas, elas são seguras e ajudam a melhorar a saúde gengival.

A escova elétrica não é melhor nem pior de forma absoluta — ela é uma ferramenta. Para muitos pacientes, pode representar uma grande aliada na higiene bucal; para outros, a escova convencional continua sendo perfeitamente adequada. O mais importante é a técnica correta, a frequência da escovação, o uso do fio dental e o acompanhamento regular com o dentista.

A escolha ideal sempre deve considerar o perfil, as necessidades e a orientação profissional de cada pessoa.

Precisando de um atendimento?

Agende sua consulta